quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ser ou ter? Eis a questão...


Guy Debord (Paris, 28 de dezembro de 1931 — 30 de novembro de 1994) foi um escritor fracês  muito conhecedo pelo seu trabalho publicado em 1967 "A Sociedade do Espetáculo"  e ele a definne como: ”multiplicação de ícones e imagens, principalmente através dos meios de comunicação de massa, mas também dos rituais políticos, religiosos e hábitos de consumo, de tudo aquilo que falta à vida real do homem comum: celebridades, atores, políticos, personalidades, gurus, mensagens publicitárias – tudo transmite uma sensação de permanente aventura, felicidade, grandiosidade e ousadia.” 

A preferência da sociedade pela coisa, pelo bem material como meio de satisfazer suas decepções e enfrentar seus medos e/ou inserir em certo grupo estereotipado como ideal, bonito ou correto, formam a dupla perfeita, para ficar claro o problema causado segue abaixo um trecho do prefácio de “A essência do Cristianismo” de Feuerbach:


“Nosso tempo, sem dúvida... prefere a imagem à
coisa, a cópia ao original, a representação à
realidade, a aparência ao ser... O que é sagrado
para ele, não passa de  ilusão, pois a  verdade
está no profano. Ou seja, à medida que
decresce a verdade a  ilusão aumenta, e o
sagrado cresce a seus olhos de forma que o
cúmulo da ilusão é também o  cúmulo do
sagrado.”

Então, o consumo desnecessário torna-se sagrado, na busca da beleza, felicidade pra ficar apenas com esses exemplos de buscas fúteis às “ilusões” da sociedade de hoje.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sempre que sua razão se der por vencida





Sabe aquelas coisas que a gente só faz quando ninguém vê a gente fazendo, pra não queimar o filme com seus amigos? Pois é... Sou um jovem universitário de 23 anos que vez ou outra assisto o programa do Ronnie Von. Bom programa. Especialmente quando os quadros musicais trazem bandas como a Rossa Nova, ou a bela Bruna Caram. O Ronnie é meio chato, mas isso é uma questão de ponto de vista. O programa é bom! As vezes é bom ver o que nos pode parecer estranho. A gente se surpreende! Sabe que eu nunca tinha percebido que o Daniel Boaventura só canta com metade da boca aberta as notas longas de Fly me to the moon? Então... Pra ir em contrapartida a geração Restart, que não é necessariamente ruim, não pra mim, apenas me é estranha, queria mostrar a letra da canção "Canta Comigo", composição de Otávio Toledo e Juca Morais, interpretada pela Bruna Caram. Defendo a música até a morte. Sou testemunha viva dos efeitos terapeuticos dos acordes e timbre variados entrando em nossos ouvidos, e defendo ainda mais quando a gente canta feliz, mesmo desafinado, no chuveiro, na faculdade, num show de talentos da comunidade ou seja lá onde for. Ela vale a pena, e essa é uma canção que mostra, novamente, porque cantar é tão bom. Quando cantar? Só leia. Vai ser bom pra você também:



Canta
Canta comigo assim
Sempre que alguma canção, tocar na ferida
Sempre que seu coração
Descobrir a vida num simples refrão
Num verso solto no ar
Na melodia que vai



Canta
Mais uma vez pra mim
Sempre que sua emoção, ganhar a partida
Dias que vêm e que vão
Sempre no mormaço da vida
Que a poesia desfaz
Num gosto de quero mais



Canta
Comigo até o fim
Sempre que sua razão, se der por vencida
Cordas do meu violão
Notas de uma nova cantiga
Mais uma para se cantar
Pro vento solto levar
Feliz



Canta
Canta comigo assim
Sempre que um simples refrão, tocar na ferida
Sempre que alguma canção
Descobrir a vida no seu coração
Num verso solto no ar
Na melodia que vai
Feliz



Sabe aquelas comunidades do orkut, do tipo, "as musicas são como as pessoas"? Relamente são. Por isso defendo tanto essas canções que nos encorajam a viver e não ter verghonha de ser feliz, e a cantar e cantar e cantar... Pra saber um pouco mais sobre a Bruna, aí vai um link do youtube com a canção Palavras do coração:



sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sou quem minha mãe pensa que sou?

Certa vez, quando morei em Curitiba, tive a oportunidade de ouvir um discurso de uma mulher, que confesso não lembrar o nome, mas a chamávamos de irmã Bednar. Era americana. Éramos muitos, e todos jovens, e no decorrer do discurso, ela disse a frase que mais ficou na minha cabeça naquele dia então: " Será que eu sou o tipo de pessoa que minha mãe pensa que eu sou?".
Na ocasião, ela estava contando que sempre via várias mães falando maravilhas dos filhos quando eles não estavam presentes por alguma razão. Não havia mães entre nós naquele dia, a não ser ela mesma, e ela deixou isso pra que nós pensássemos, não somente naquela ocasião, mas pra pensarmos pra toda nossa vida, em todas as ocasiões e experiências que por ventura ainda passaríamos.
Naquela tarde, a grande maioria de nós ficaria em Curitiba por cerca de 2 anos. Seriam 2 anos longe de nossas mães. Já éramos crescidos, sabíamos o que estávamos fazendo, mas ainda assim, foi impactante, ao menos pra mim. Nós tinhamos 2 dois anos pra dar o melhor de nós, e o desto de nossas vidas pra pensarmos naqueles dois anos. Será que nós somos relamente tão maravilhosos quanto nossas mães dizem, orgulhosas e emocionadas? Espero que sejamos, sinceramente. Caso não, fica aí o convite pra nos fazermos todo o possível pra ser.

COISAS BOAS E COISAS MELHORES

Devemos reconhecer que existem muitas coisas boas a serem feitas, mas não temos tempo suficiente para isso. Porém, existem coisas melhores. Vamos da a devida atenção a essas coisas.
Não basta que algo seja bom. Ela tem que ser a melhor. Façam sempre as melhores coisas. Algumas coisas são melhores, e outras melhores ainda.

Há um texto de Paul H. Dunn que diz:

" (...) Bom é o inimigo de melhor, e a coisa que muitos não entendem é que não é muito mais difícil alcançar o primeiro do que o segundo lugar. Aliás, é uma questão do que se espera de si, e sua capacidade de ver a adversidade não como um problema, mas como um desafio de grande importância. Pipas sobem contra o vento. Beethoven escreveu suas melhores peças depois de surdo. Desejo é o ponto principal, então, e o que sua mente vê quando olha pela luneta de suas metas é aonde seu esforço chegará. Porque não merecer um 'A' ao invés de um 'B'? (...) Porque não sermos o melhor possível em qualquer coisa que fazemos em vez de só ser bom? Eu desafio você a esquecer da idéia de ser bom... mas sim... O MELHOR. Assim eu lhe prometo que você será também recompensado com o melhor".


(Anotações pessoais de um discurso de Dallin H. Oaks, em 07/10/2007, na segunda seção de domingo de uma conferêcia.)

M.I.A - Perdido em Combate

"Olhando fixamente o massacre, rezando para que o Sol nunca mais nasça", "Estes sentimentos não podem estar certos.Me empreste a sua coragem para levantar e lutar, hoje a noite".

Lutar por quem? Lutar para que?
O trecho que inicio o post é da Música "M.I.A" da banda Avenged Sevenfold, a sigla significa Missed in Action, usada em guerras para definir aqueles que morreram em combate, tornaram-se presos de guerra ou desertaram e não serão identificados ou seja foram perdidos em combate. Lembrei deste trecho depois de ver a imagem abaixo:

O número de civis mortos nos sete anos de guerra no Iraque está entre 97 mil a mais de 106 mil, de acordo com a ONG Iraq Body Count. Entre os militares, foram quase 5 mil mortes, além de um sem-número de feridos.

Em Julho deste ano o Congresso dos EUA revelou que o país já gastou mais de US$ 1 trilhão na chamada guerra ao terror, que inclui Iraque e Afeganistão. O valor faz dos conflitos os mais caros desde a Segunda Guerra Mundial. O Relatório aqui. E o investimento na industria bélica é gigante dados aqui.

Números impressionantes, que muitas vezes são levados mais em conta do que a vida dos soldados, não estou aqui pra dizer quem está certo ou errado, porém o estrago causado à população local, aos familiares é muitas vezes irreversível, e enquanto pessoas inocentes morrem sendo eles civis ou soldados os verdadeiros culpados por estas tragédias não são aqueles que estarão no campo de batalha, atrás das barricadas, mas atrás das mesas sem a farda, mas de terno, não contando corpos e sim dinheiro. Fica o registro.


Fontes:  G1 , Animus Mundus

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A coisa mais injusta da vida é como ela termina - Charles Chaplin II

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"

Genial. Concordo

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Previsão do Tempo, leve o inseticida ao sair de casa



 Não resisti.