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quinta-feira, 8 de março de 2012

10 conselhos para se ter um dia bom

      Calma. Respire. Conte até 10. Tem horas que isso tudo é tão complicado, que gritar pro mundo aquelas palavras bonitas de liberdade parece a única forma de nos confortar, ainda que por um momento. Entenda palavras bonitas como aquelas que geralmente usamos para falar sobre a mãe daqueles que não temos grande afinidade. Se manter a calma hoje em dia é cada vez mais complicado, e quando se consegue, a cara que se passa é de frieza, e não de controle, então descobrir razões para abrir um sorriso largo de manhã é ainda mais necessário. O que faz você feliz? Eu vou compartilhar algumas das coisas que me fazem.

      10 - Escute boas músicas.

Elas tem que ser boas. Se algo pra você é barulho e só serve pra euforia da boate, ele não serve nesse momento. Deve ser algo que te acalme, que você entenda, que signifique algo pra você. Descubra qual é a música que te dá uma animada e coloque-a no seu dispertador do celular.
    
     9 - Desenvolva o hábito de orar pelas manhãs.

É o seu primeiro desabafo. Sua primeira conversa do dia. Se for com Deus, é mais fácil uma suave e mansa voz, sentimento ou conforto lhe invadir o peito ainda antes de sair de casa. Se você não consegue ser amigo Dele, confiar Nele, não existiriam muitas razões pra esperar que você consiga fazer isso com os outros ao seu redor. Se você acredita que Ele existe e te escuta, converse com ele. Sim. CONVERSE. Aquela reza que você decorou Ele também já sabe. Ele é seu amigo, e não um prestador de serviços pra você procurar somente quando precisa. A gente conversa com amigos.

     8 - Tome um bom banho.

Lembra do ratinho do castelo ra-tim-bum? Ele sabia das coisas. Dê um tchau pra preguiça, pra sujeira e pro cheirinho de suor.

     7 - Se arrume.

Na hora de por uma roupa, se vista como se fosse a última vez que fosse sair de casa. Você só terá o melhor se escolher o melhor. Preocupe-se em estar bonito. Não é só para os outros que você deve fazer isso. Fique bem pra você também.

     6 - Leve uma escova de dente com você.

Sério mesmo. Se você por acaso não voltar pra casa, dar um tapa na boca é melhor que chupar um halls a cada 15 minutos. E seu dentista agradece.

      5 - Procure conversar com quem estiver próximo.

Falar é bom. Até quando não se tem assunto. Comentar o calor do dia ou elogiar a roupa alheia pode ser um bom quebra gelo.

     4 - Jante com vontade.

Depois de voltar pra casa, coma com prazer. Acho justo comer bem depois de um dia cansativo. Não to mandando ninguem churrasquear todo dia, mas comer é um dos prazeres que se pode ter diariamente.

     3 - Se distraia um pouco.

Vá ver um filme, um programa de televisão sadio, ou se puder, dê uma volta mesmo. Ocupar a cabeça com algo mais do que trabalho e estudo faz com que tanto o primeiro quanto o segundo tenham melhores resultados.

     2 - Tome um bom banho de novo.

Da mesma forma que o primeiro banho do dia, esse é ainda mais necessário. garante uma noite de sono melhor. Você fica mais descansado,e melhor pro dia seguinte.

     1 - Antes de dormir, leia um pouco.

Pode ser um livro, uma revista, um rótulo de xampu. Você aprende um pouco, nem que seja somente por 5 minutos, e viaja um tanto mais, se imaginando no contexto. Seja voar numa Nimbus igual a do Harry Potter, seja imaginar seu cabelo brilhante e macio, é bom ter uns devaneios as vezes.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O arbítrio e a celulite.

Depois de comer com prazer, e ao mesmo tempo, com culpa (se é que isso é possível), bate uma tristeza na gente, não bate? Sabe aquele prazer que você sabe que não vai te levar a nada além daqueles 5 minutos, mas mesmo assim você vai lá e se entrega? A verdade é que isso é um perigo.
Li numa revista Caras uma vez (sim, no meio daquele bando de fotos há umas palavrinhas perdidas) uma declaração da musa de Luis Fernando Veríssimo, a ótima Luana Piovani, dizer que cinco minutos de doce na boca equivale a cinco anos de celulite na bunda. Por isso é bom evitar. Linda do jeito que é, deve saber do que está falando.
E porque eu estou falando tudo isso? Bom, na verdade acredito que tudo que a gente escolhe fazer tem uma conseqüência na nossa vida. Sejam os cinco anos de celulite, sejam as horas de ressaca no dia seguinte, tudo que não é dosado acaba sendo prejudicial, ainda mais quando por natureza não é bom. Minha intenção não é estimular ninguém a parar de beber ou comer doces, nem parar de sair beijando por aí e passando dos limites. Na verdade isso não me diz respeito. Mas ainda assim deixo minha opinião sobre o assunto. Alguém aí já assistiu o desenho Mogli – o menino lobo, dos estúdios Disney? E por acaso lembram da musiquinha do filme? Uma ajudinha pra lembrar.



É isso mesmo, minha gente. Vamos cantar juntos: “Eu uso o necessário, somente o necessário. O extraordinário é demais. Eu uso o necessário, somente o necessário. Por isso é que esta vida eu vivo em paz”. Olha que coisa boa! Evitar transtornos e dores de cabeça por saber dosar a vida e as coisas que ela oferece é uma escolha. Outro dia eu li num livro que depois da própria vida, a coisa mais valiosa que podemos receber de Deus nesta vida é o arbítrio. A capacidade e o direito de conduzir a nossa própria vida é uma dádiva. Nada melhor do que usar com sabedoria um direito tão bom, porque afinal de contas, a gente escolhe a ação, mas não a conseqüência.
Voltemos ao caso da celulite. Ela pode ser muitas coisas. O que você vai escolher fazer nos próximos cinco minutos? Essa escolha determina mais o que? Ela envolve a vida de outra pessoa? Filhos indesejados, doenças, ressacas, acidentes de trânsito, celulites, dívidas, liberdade. Tudo isso pode ser alterado por causa de uma escolha que for feita em um momento que agimos pensando só no prazer, por impulso. Imponha limites a sua vida. Faça somente o necessário. Quando for extrapolar, que seja para o bem.
Pra ficar de exemplo, encerro com a canção “Grand’Hotel”, do Kid Abelha. Porque se muitos não tivessem feito tanta coisa ou exagerado a dose, poderiam ter vivido um grande amor. 


quarta-feira, 15 de junho de 2011

O que é cultural, afinal?

Certa vez um homem perguntou a sua mulher porque toda vez que ia assar o peru do natal, retirava sempre um pedaço das pontas e as descartava. A mulher respondeu que retirava as pontas porque aprendeu com sua mãe a fazer daquele jeito. Mas não sabia exatamente o porquê de se fazer aquilo. “Deve ser porque pode fazer mal”, pensou a mulher. Mas ainda assim resolveu ir perguntar a sua mãe porque retirar as pontas era necessário, a fim de ter certeza da razão. A resposta que ouviu foi a mesma que deu ao marido: “ Sabe que eu não sei porque as retiro? Era assim que minha mãe fazia, e sempre a vi preparando dessa forma o peru quando eu era criança”. A mãe da jovem, a fim de descobrir a verdade sobre as pontas do peru, resolveu ir perguntar a sua mãe, avó da mulher, o porquê dela retirar as pontas do peru. A resposta foi surpreendente. “Bom, filha, meu forno era muito pequeno. Não cabia o peru inteiro, tinha de retirar as pontas. Como éramos somente eu, você e seu pai, descartava as pontas, já que geralmente não dávamos conta de comer nem o que eu fazia. Perus geralmente são grandes. Mas isso era na minha época, quando eu tinha um forno miudinho. Hoje não faço isso mais. Por que a pergunta?” Sua filha, sem jeito, só disse que perguntou por curiosidade, nada mais. E foi correndo contar a filha, a jovem mulher, a razão. Foi um mistério de gerações que foi desvendado. E, uma tradição, estava prestes a ser quebrada.
            Assim como no caso de peru, muitas outras tradições existem ao redor do mundo. Algumas são sem explicações aparentes, outras são milenares, outras começam a surgir. Até aí, tudo bem. Mas se levarmos em conta tudo o que fazemos, tudo o que usamos, tudo o que temos e escolhemos, veremos que todas as coisas e todos os atos podem se tornar tradicionais. E às vezes, por tanto tempo que fica impregnado na nossa cultura. Quero definir as duas palavras. Segundo o dicionário Michaelis, tradição significa, entre outras coisas, “Conjunto de usos, idéias e valores morais transmitidos de geração em geração”. Segundo ele também, cultura é, entre outras coisas, um “Sistema de idéias, conhecimentos, técnicas e artefatos, de padrões de comportamento e atitudes que caracteriza uma determinada sociedade”. Leve em consideração as definições “conjunto de idéias” e “sistema de idéias”. Quando o conjunto de idéias se torna freqüente, e as ações que essas idéias implicam também, acabam se tornando um sistema. Sistema que interfere no padrão de comportamento das pessoas, na maneira como se vestem, da forma com agem quando representam algo ou alguma coisa. Não necessariamente quando são elas mesmas. É uma questão de adaptação e aceitação.
            Daniel Mato, em seu texto “Todas as indústrias são culturais”, afirma que a idéia de consumo cultural deve ter um âmbito mais amplo do que o de consumo de produtos das indústrias tidas como culturais. Não falamos somente de cinema, televisão e rádio. Falamos de consumo de bens materiais, falamos de teatros, de museus, de concertos. Tudo isso está incluso. Inclusive, Mato menciona citação de Adorno, que afirma que a palavra indústria não deve ser tomada literalmente. Ela se refere a padronização da mesma coisa (como por exemplo, a padronização da maneira como se preparar peru), e a racionalização das técnicas de distribuição, mas não estritamente ao processo de produção. Tudo depende do contexto.
            Quando era pequeno, ter um mega drive algo maravilhoso. Um Nintendo então, nem se fala. Aos poucos deixávamos a bola de lado pra nos divertir sentados num sofá. Hoje, muitos não teriam o menor prazer de jogar num mega drive, a não ser os que fizeram parte daquela geração. É como se não fizesse sentido fazer uso de algo tão antigo quando se tem jogos tão modernos e inovadores. Só tenho 23 anos, não estamos falando de tanto tempo atrás. Mas o mundo gira, a gente cresce, e a tecnologia também. A indústria, seja ela qual for e do que for, se não acompanhar a mesma velocidade do mundo que a cerca, tem grandíssimas chances de ficar para trás. O que quero dizer é que toda indústria deve acompanhar a evolução da cultura de um povo. Talvez as tradições ainda sejam as mesmas, mas a maneira de ser tradicional é diferente. Existe a geração Elvis Presley, e existe a geração Restart. Não estamos comparando a qualidade dos artistas, mas sim sua função, que é a de entreter um publico mais jovem, cada um dentro de sua geração. Se pararmos pra pensar, ambos fazem música, ambos têm fãs enlouquecidos, ambos são talentosos o bastante para atender a demanda de sua geração, e o mais legal de tudo é que os fãs de ambos tinham a mesma opinião sobre o que era passado. Mas ninguém deixou de ouvir música. O hábito em si, não foi mudado, mas o comportamento.
            Não foi só com brinquedos e música que a coisa continua mantendo seu padrão. Pense na roupa que você está vestindo agora. Qual imagem você acredita ter com essa roupa? Você é de fato desse jeito todo o tempo? Você é assim realmente? As roupas não servem somente para tampar nossa nudez ou nos proteger do frio. Ela transmite a todos que convivemos e cruzam nosso caminho ao longo da vida o tipo de pessoas que somos ou iremos ser. A moda talvez lhe diga o que é tendência, qual cor cai bem com seu tipo físico ou tom de pelo, mas não compra nada por você. Assim como a publicidade pode falar que a o fato de você utilizar determinado serviço ou produto faz de você uma pessoa feliz, realizada, bonita ou segura. Mas, no fundo, só você sabe realmente disso. É você quem tem o poder de decidir afinal. O que você come, o que você bebe, o que você usa, os lugares que você anda. Tudo é definido somente por você. Por você e pelos seus costumes, suas metas, suas tradições e suas necessidades.
            O que é cultura, afinal? O que é uma indústria cultural, se ela é tão relativa? Toda indústria é cultural. Todas elas, sejam do que for, oferecem coisas que são consideradas especiais e importantes a uma parcela de pessoas com interesses comuns, gostos parecidos, necessidades parecidas, e mesmo que não pareçam fazer sentido, como cortar as pontas do peru, alguma explicação deve ter.
Lucas Felipe Martins Ormeño 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tudo que para mim não é bom. Por Lucas Ormeño



Lembra que eu tinha dito do festival do minuto, do Moura Lacerda? Esse vídeo eu fiz e mandei pra lá, pra concorrer... Manda um joinha no youtube pra mim!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Não Faz Sentido! - #PrecoJusto



Pois é... é muito palavrão, mas é a verdade. É muito palavrão, mas a causa é justa. É muito palavrão, e tem gente que não gosta, mas precisa saber. O Palavrão é só um detalhe.

sábado, 23 de abril de 2011

1º Festival do Minuto - Moura Lacerda



Quer coisa mais pequena e simples? Um vídeo de um minuto pra voce mostrar o que pensa. Participe.

domingo, 17 de abril de 2011

O Grande Ditador - Chaplin



Recebi esse video como sugestão de uum amigo da faculdade. Não sei se era um convite, mas confesso que o que este vídeo contém pode mudar muita coisa...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Matemática Discreta

O que se entende por MATEMÁTICA? Ela é a ciência que trata das medidas, propriedades e relações de quantidades e grandezas. E por DISCRETA? De acordo com o dicionário, discreta, assim, no feminino mesmo, significa "religiosa assistente da superiora". Pra mim, matemática é algo grande e complexo. E deve ser mesmo. Aqui no curso de ADS tem uma matéria chamada matemática discreta, que de discreta não tem nada além do nome. Tem inclusive, um negócio que aprendi que se chama número complexo. COMPLEXO demais pra minha cabeça. Quem será que diabos colocou esse nome na matemática? De acordo com o Wikipedia (ótEma fonte), Matemática discreta, também chamada matemática finita, é o estudo das estruturas matemáticas que são fundamentalmente discretas, no sentido de não suportarem ou requererem a noção de continuidade. Grande parte (não todos), dos objetos estudados na matemática discreta são conjuntos contáveis, como os inteiros.
A matemática discreta tornou-se popular em décadas recentes devido às suas aplicações na ciência da computação (devido ao desenvolvimento de computadores digitais que funcionam em etapas discretas e ao armazenamento de dados em bits discretos). Conceitos e notações da matemática discreta são úteis para o estudo ou a expressão de objetos ou problemas em algoritmos de computador e linguagens de programação. Enfim... Não sei. Sei que de pequena e simples, ela não tem nada. Nem de discreta.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Mudanças

Vamos fazer um trato? Uma combinação? De que forma, de que jeito agora vamos viver? Sem claustrofobia ( medo mórbido da clausura ou dos pequenos espaços), sem tristeza (falta de alegria; melancolia) e dor (sensação desagradável ou penosa). Vamos combinar viver um profundo, intenso,e ao mesmo tempo leve e provisório amor (que entre outras coisas, significa afeição, grande amizade, ligação espiritual). Vamos cantare viver.
Vamos fazer um novo trato? Uma nova combinação? Que palavras precisamos agora nos dizer? Com trato, gentileza e satisfação, novos (e nossos) sonhos e projetos vamos escrever, e então esquecer nossos conflitos (conjuntura, momento crítico) e levantar da cama todos os dias. Vamos cantar e viver.
Da pra imaginar porque estou aqui? A realidade, derrepente, tomou conta de mim. Minha defesa agora quero apresentar: Admito, simplesmente, que tive uma mudança determinada e resolvi algumas coisas consideravelmente.  E novamente faço meu convite: Vamos cantar e viver.
Somos um em propósito. Não houve uma separação de fato. Houve um novo desafio. Tudo o que foi feito não se perdeu, e isso é fundamental. Sou grato por tudo que fizemos, e o tempo nunca mudará isso. Ninguém está sozinho, no fim das contas.
A mudança é natural. A gente cresce, passa pela puberdade, faz a primeira barba, muda a voz, beija. São fases. Todas são um grande descobrimento. E no fim, a gente se dá conta de que são grandes aprendizados. A gente só tem uns vinte e poucos anos. É cedo demais pra lamentar. Fui criança, fui adolescente, fui missionário, já morei em São Paulo, Ribeirão Preto, Curitiba, Ponta Grossa, Quatro Barras,e agora Franca. Devo ter sido feito pra viver solto. Mudei. Todo mundo muda, até quando continua no mesmo lugar. O mais legal é que o Lucas é o mesmo, feito das mesmas coisas pequenas e simples, que aos poucos me tornam forte, maduro, feliz e vencedor. Não fui feito pra ser entendido. Fui feito pra ser parte de um todo. Eu só ainda não achei o limite do todo. Então, vamos fazer um trato, uma combinação? Vamos combinar de que não viveremos só na saudade e nos desejos de coisas boas enviados a distancia. Vamos cantar e viver juntos. Independente da distancia física que possa existir.

(baseado em tantas coisas, tantas músicas, tantas lembranças, que se eu fosse citar, daria um outro post.)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Olho contra olho

Tanto se diz sobre os olhos, e as coisas que eles dizem e tal, que às vezes a gente jura que sabe alguma coisa por causa da maneira como determinada coisa "olha" pra gente, como uma pessoa olha e tudo mais. Tem aquela química do olhar, que é aquela que a gente fica certo que a paquera é perfeitamente possível, afinal de contas ela já começou ali, nos olhos; tem o ódio certo e explícito que aquele olharzinho lateral faz questão de deixar claro, e tem também o olhar da esperança de algo que tem de acontecer quase que instantaneamente, que é aquele bem aberto, levemente lacrimejado, brilhante, que geralmente vem acompanhado com o movimento das mãos rumo ao rosto, mas que acaba parando na região do peito. Tem também o olhar 43, que não compreendo até hoje, mas suspeito que tenha algo relacionado com aqueles olhares do tipo “sou sexy” que as menininhas gostam de por no Orkut (até porque, hoje não se bate foto pra se ter lembranças, se bate pra por no Orkut); tem o olhinho do big brother, que infelizmenteestá voltando pra gente jurar que não gosta de ver e que não faz a menor diferença na nossa vida, mas a gente volta correndo pra casa pra saber quem vai pro paredão; tem os olhos do cats, que é fantástico; e o olho que por si só é absoluto e não adianta nenhum olhar que possamos fazer ainda que treinado, ele sempre será o preferido, que é o olho azul.

O indivíduo pode ser o cara mais feio do mundo, mas se o olho for azul, já era. Você está em segundo plano. É que nem Coca Cola. Ela pode ser a única na gôndola, das no meio de tantas outras garrafas, ela sempre será nossa preferida. Trocaríamos um fardo com seis Pepsi por uma Coca, uma única Coca Cola.
Enfim... Eu tava lendo uns negócios e achei num Xerox dobrado no meio de um outro livro uma poesia chamada OLHO CONTRA OLHO. Se alguém souber o nome do autor, por favor, contem pra gente! Aqui, os olhos tem personalidade, e creio que todo mundo, sem exceção (até os olhos azuis estão inclusos) tem os olhos assim.

Meu olho cotidiano
é o meu olho direito.
Com ele é que espreito
o largo panorama
que o dia me desdobra,
as crianças na praça,
e o jornaleiro na esquina,
as obras na Prefeitura
e os cachos das acácias

É um olho certo, correto,
que não vê de través
e vai direto às pessoas
com um jeito cordato
da cabeça aos sapatos,
e lhes dá boa tarde
com humildade e respeito.

Um olho geral, cabal,
risonho e bisonho,
que se admira e louva,
vê as andorinhas no vôo
e as galinhas ciscando
no espaço do quintal.
Um olho sóbrio, abstêmio,
com seu regime frugal.

Meu olho esquerdo, esse,
que olho mais safado!
que espia pelos cantos,
pelos vãos, os interstícios,
onde não é chamado.

Enquanto o outro se desvia
ele vai na contramão,
e olha os seios, as ancas,
acaricia as coxas
da mulher do vizinho.
Se o direito vê exato
o esquerdo lhe disputa
a ciência e o recato
e ri nas entrelinhas.

Esquerdo, olho do Demo,
que no defunto composto
não vê o rosto beato,
vê a mosca em seu nariz,
e os pecados enroscados
no pescoço da viúva,
a quem dá os pêsames
mas belisca no braço.

Fechado o olho direito
dorme nos lençóis do leito.
Mas o esquerdo passeia
no quarto, e contempla
a mulher que se despe.
Vê onde o outro não vê,
descrê do que ele crê,
esse olho atrevido
que pisca nas esquinas
e percorre as madrugadas,
quando o outro, tranqüilo,
dorme e sonha com os anjos.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O que a gente quer de 2011?

E... o que a gente quer de 2011? Sempre que muda o ano a gente vem com aquele papode que vai ser tudo diferente porque a gente se propõe a ser melhor. Acho que é o espírito natalino que nos possui, mas vai embora subitamente com o pagode no churrasco de reveillon, que nos faz dizer essas coisas. Todo ano prometo que vou controlar a boca, e terminá-lo, então, atlético e esbelto. Assim como toda segunda feira começo um regime seríssimo. E aqui vou eu, com meu tanquinho mallory (muito mais evoluido do que os tanquinhos tradicionais), levando a vida boa. Boa sim, não há do que reclamar. Tenho saúde, família, um colchão gostoso e a Macy Gray pra me divertir nos fins de tarde, enquanto o Sol se põe. Aí vem a faculdade, o contato saudável com pessoas que todo ano você jura que não faria trabalhos juntos novamente, e acaba fazendo pra passar o estresse que no fundo a gente sente saudade quando o próximo natal se aproxima.  Não sei pra vocês, mas, quando se estuda a noite, parece que assistir jornal nacional é algo cansativo e angustiante. É sinal quie você não tem nada melhor pra fazer. Querer pegar as novelas no meio do caminho então, é a pior bobagem. Você só se frustra. Apesar que, no fundo, Passione é a mesma coisa que as novelas que um dia você teve a coragem de ver, jogando assim, um precioso tempo no lixo, só que num lugar diferente, com vilões diferentes que sempre buscam e fazem a mesma coisa, matam alguns, fica o mistério pra ser resolvido só nos finalmentes e você vê quilos de casamentos no último capítulo, além é claro dos nascimento dos gêmeos. Quando bater aquela vontade de ver uma história com final feliz, cheia de diferenças e obstáculos, escute Eduardo e Mônica que você se realiza em 5 minutos. É verdade, funciona!
De resto, a vida é bela, o paraíso é um comprimido, e a gente percebe que sem grande força de vontade, a gente continua do mesmo jeito. Fé sem obras é morta, e a gente sabe. Minha sugestão é que, se você pensa em ficar milionário, magro, casado ou solteiro em 2011, não espere ele chegar. Já vai ser tarde demais. Só comece agora. Se você antessipa o sacrifício, o sofrimento que ele traz também acaba mais cedo. Sabe aquele panetone trufado que você comprou por 40 reais naquela loja e que, depois que você abre e morde, vê que ele nem é lá essas coisas? Ou então aquele filme que todo mundo diz que é o melhor filme do mundo (como esses filmes de modinha, estilo a saga do prepúcio) e na hora que você assiste percebe que são só os atores que são bonitinhos? Então... não deixe 2011 ser cheio de expectativas e na hora da prova real a gente ver que gastou demais pra algo tão sem graça. Comece agora a fazer as melhores escolhas.
O que a você quer de 2011? Se for pra ser igual aos outros anos, se arrependa e mexa-se. Seu potencial pra ser melhor não acabou. Na verdade, ele nunca acaba.


Fonte: http://blogdormeno.blogspot.com/
Imagem: http://passaerepassa.blogspot.com/2010/06/metas-realizacoes-e-resultados.html

domingo, 5 de dezembro de 2010

Cuidado com os cartões mágicos.

“(...) As lojas existem pra você aproveitar. A experiência é prazerosa... Bom, mais do que prazerosa... É... É linda! O toque da seda, em volta de um manequim, o cheiro de sapato italiano de couro, a emoção quando você passa o seu cartão, e ele é aprovado e tudo agora é seu! O prazer que você sente quando compra alguma coisa, é só você e as compras, e você só precisa entregar um cartãozinho! Não é a melhor sensação do mundo? Não dá vontade de gritar do alto de uma montanha? Você se sente tão confiante e... tão viva e... tão feliz!”
Essas são algumas palavras de Rebecca Bloomwood, personagem de Isla Fisher no filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom” (EUA, 2009). Rebecca, que é “compradora compulsiva” e sonhava em trabalhar para sua revista de moda predileta, mas acabou arrumando emprego na revista sobre finanças da mesma editora. Sem entender nada sobre poupar dinheiro, mas entendendo muito bem sobre o sufoco das dívidas por compras que ela julgava serem úteis, acabou conseguindo se firmar como a colunista de maior sucesso da revista. Mas o que é realmente interessante no filme é a demonstração do comportamento que uma pessoa pode ter ao se “apaixonar” por algo em uma vitrine. Comportamento nada distante da nossa realidade. Quantos de nós já não gastamos com algo que sabíamos que não precisávamos, mas porque simplesmente queríamos? Nada anormal, desde que nosso dinheiro não fuja de nosso controle.
Assim como Rebecca, crescemos num mundo onde tudo parece mais fácil quando se tem um cartão de crédito na mão. Nossos pais passavam cartões nas lojas e saíam com “sacolas reluzentes” nas mãos. Nem era preciso dinheiro! Hoje, entendemos bem como funcionam esses cartões e ainda assim nos enchemos de dividas em troca do prazer de ter o que tanto queremos mas não precisamos. É como se não nos importássemos em gastar com sabedoria porque não estamos vendo o dinheiro ir embora, e na realidade, só percebemos o quanto gastamos quando a fatura do cartão chega em nossa casa.
Esse espírito consumista se deve a uma série de fatores. Pra uns, é uma questão de aceitação por parte da sociedade e por parte própria. É como se não estar em dia com tudo o que é lançado nos tornasse inferiores. Pra outros, é uma sensação de poder, já que trabalhando tanto, temos que nos dar o prazer de dar-nos o que quisermos. Independente do motivo de cada um, precisamos perguntar a nós mesmos se realmente precisamos daquilo que queremos comprar.
O papel das lojas, vendedores e publicitários é, entre outros, despertar no coração das pessoas a vontade de consumir algo para que se sintam melhores, independente de estarem bem ou não. As lojas não vendem roupas ou sapatos. Elas vendem felicidade. Confiança, de um modo certeiro. Rebecca diz que até mesmo um “homem nunca [irá amá-la ou tratá-la] tão bem como uma loja”. “Se um homem não combina com você não dá pra trocar ele sete dias depois por um suéter de cashmere maravilhoso. As lojas sempre têm cheirinho bom, e fazem despertar em você o desejo por coisas que nem sabia que precisava”. Dá pra imaginar como termina a história.
É bom deixar claro que os maiores inimigos de nossas finanças somos nós mesmos, e que temos o poder de controlar nossos gastos. É só pararmos de “delirar” em frente às vitrines. Coisas simples como não fazer compras com fome, ou fazer uma lista de tudo que precisamos comprar antes de sairmos de casa fazem um grande bem a nosso bolso. A alegria de se ter dinheiro na hora da necessidade é maior que a alegria de satisfazer nossas vontades de curto prazo. Pensar no futuro é também controlar nossos impulsos. Nisso, Rebecca se torna um grande exemplo.



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Coincidências

Dizem que elas não existem. Que são coisas que foram, literalmente, pré determinadas pelo destino, e não que ocorrem ao acaso. O fato é que muitas vezes elas podem ser boas, mesmo quando parecem ruins.
Dizem que elas não existem. Que são coisas que foram, literalmente, pré determinadas pelo destino, e não que ocorrem ao acaso. O fato é que muitas vezes elas podem ser boas, mesmo quando parecem ruins. Sinceramente, não sei. Mas depois que assisti o filme "A Última Ceia", parei pra pensar nas loucuras que as vezes a gente pensa, e alguns fazem, por causa dessas coincidências, que geram conflitos, despertam preconceitos, deprimem, confundem, mas que num dado momento confortam, auxiliam, esclarecem porques e ensinam.





Hank Grotowski (Billy Bob Thornton) e seu filho Sonny (Heath Ledger) trabalham juntos em uma prisão localizada no sul dos Estados Unidos. Hank é extremamente racista e precisa lidar com este sentimento todos os dias, devido à presença de negros na prisão. Um deles, Lawrence Musgrove (Sean "Puffy" Combs), recebe periodicamente a visita de sua esposa Leticia (Halle Berry). Após ser condenado à morte, Leticia segue sua vida juntamente com seu filho Tyrell. Porém, duas tragédias acabam fazendo com que as vidas de Leticia e Hank se cruzem.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/monsters-ball/

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Pare, pense, Por quê? Brasil com P











 Hoje enquanto esperava para cortar o cabelo obsevava na TV o programa do Datena, mostrava o Rio de Janeiro, que continua lindo, mas ainda com seus problemas, enquanto o cabeleleiro e outras pessoas vibravam com as cenas e concordavam com a invasão "pra pega os bandido". Bem, não acho que estejam por lá, e me parece mais um espetáculo pra televisão é a nova Elisa Samudio, aquela advogada que agora não me rocordo o nome, a menina que foi jogada pela janela, a nova Eloa.

Mais um problema de nossa nação que eu gosto tanto. Trago aqui uma musica do Rapper GOG, nascido em Sobradinho a música "Brasil com P", a visão dele em palavras apenas com a letra P

Pesquisa publicada prova / Preferencialmente preto / Pobre prostituta pra polícia prender /
Pare pense por quê? / Prossigo / Pelas periferias praticam perversidades parceiros, Pm's /
Pelos palanques políticos prometem prometem / Pura palhaçada / Proveito próprio
Praias programas piscinas palmas / Pra periferia / Pânico pólvora pa pa pa
Primeira página / Preço pago / Pescoço peitos pulmões perfurados / Parece pouco
Pedro Paulo / Profissão pedreiro / Passatempo predileto, pandeiro / Pandeiro parceiro
Preso portando pó passou pelos piores pesadelos / Presídio porões problemas pessoais
Psicológicos perdeu parceiros passado presente / Pais parentes principais pertences
Pc / Político privilegiado preso / parecia piada / Pagou propina pro plantão policial
Passou pelo porta principal / Posso parecer psicopata / Pivô pra perseguição
Prevejo populares portando pistolas / Pronunciando palavrões / Promotores públicos pedindo prisões
Pecado! / Pena prisão perpétua / Palavras pronunciadas / Pelo poeta Periferia /Pelo presente pronunciamento pedimos punição para peixes pequenos poderosos / pesos pesados / Pedimos principalmente paixão pela pátria prostituída pelos portugueses / Prevenimos! / Posição parcial poderá provocar / protesto paralisações piquetes / pressão popular / Preocupados? / Promovemos passeatas pacificas Palestra panfletamos / Passamos perseguições / Perigos por praças palcos
Protestávamos por que privatizaram portos pedágios / Proibido! / Policiais petulantes pressionavam
Pancadas pauladas pontapés / Pangarés pisoteando postulavam premios / Pura pilantragem !
Padres pastores promoveram procissões pedindo piedade paciência Pra população
Parábolas profecias prometiam pétalas paraíso / Predominou o predador/ Paramos pensamos profundamente / Por que pobre pesa plástico papel papelão pelo pingado pela passagem pelo pão?
Por que proliferam pragas pelo pais? / Por que presidente por que? / Predominou o predador
Por que?


Ser ou ter? Eis a questão...


Guy Debord (Paris, 28 de dezembro de 1931 — 30 de novembro de 1994) foi um escritor fracês  muito conhecedo pelo seu trabalho publicado em 1967 "A Sociedade do Espetáculo"  e ele a definne como: ”multiplicação de ícones e imagens, principalmente através dos meios de comunicação de massa, mas também dos rituais políticos, religiosos e hábitos de consumo, de tudo aquilo que falta à vida real do homem comum: celebridades, atores, políticos, personalidades, gurus, mensagens publicitárias – tudo transmite uma sensação de permanente aventura, felicidade, grandiosidade e ousadia.” 

A preferência da sociedade pela coisa, pelo bem material como meio de satisfazer suas decepções e enfrentar seus medos e/ou inserir em certo grupo estereotipado como ideal, bonito ou correto, formam a dupla perfeita, para ficar claro o problema causado segue abaixo um trecho do prefácio de “A essência do Cristianismo” de Feuerbach:


“Nosso tempo, sem dúvida... prefere a imagem à
coisa, a cópia ao original, a representação à
realidade, a aparência ao ser... O que é sagrado
para ele, não passa de  ilusão, pois a  verdade
está no profano. Ou seja, à medida que
decresce a verdade a  ilusão aumenta, e o
sagrado cresce a seus olhos de forma que o
cúmulo da ilusão é também o  cúmulo do
sagrado.”

Então, o consumo desnecessário torna-se sagrado, na busca da beleza, felicidade pra ficar apenas com esses exemplos de buscas fúteis às “ilusões” da sociedade de hoje.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sou quem minha mãe pensa que sou?

Certa vez, quando morei em Curitiba, tive a oportunidade de ouvir um discurso de uma mulher, que confesso não lembrar o nome, mas a chamávamos de irmã Bednar. Era americana. Éramos muitos, e todos jovens, e no decorrer do discurso, ela disse a frase que mais ficou na minha cabeça naquele dia então: " Será que eu sou o tipo de pessoa que minha mãe pensa que eu sou?".
Na ocasião, ela estava contando que sempre via várias mães falando maravilhas dos filhos quando eles não estavam presentes por alguma razão. Não havia mães entre nós naquele dia, a não ser ela mesma, e ela deixou isso pra que nós pensássemos, não somente naquela ocasião, mas pra pensarmos pra toda nossa vida, em todas as ocasiões e experiências que por ventura ainda passaríamos.
Naquela tarde, a grande maioria de nós ficaria em Curitiba por cerca de 2 anos. Seriam 2 anos longe de nossas mães. Já éramos crescidos, sabíamos o que estávamos fazendo, mas ainda assim, foi impactante, ao menos pra mim. Nós tinhamos 2 dois anos pra dar o melhor de nós, e o desto de nossas vidas pra pensarmos naqueles dois anos. Será que nós somos relamente tão maravilhosos quanto nossas mães dizem, orgulhosas e emocionadas? Espero que sejamos, sinceramente. Caso não, fica aí o convite pra nos fazermos todo o possível pra ser.

COISAS BOAS E COISAS MELHORES

Devemos reconhecer que existem muitas coisas boas a serem feitas, mas não temos tempo suficiente para isso. Porém, existem coisas melhores. Vamos da a devida atenção a essas coisas.
Não basta que algo seja bom. Ela tem que ser a melhor. Façam sempre as melhores coisas. Algumas coisas são melhores, e outras melhores ainda.

Há um texto de Paul H. Dunn que diz:

" (...) Bom é o inimigo de melhor, e a coisa que muitos não entendem é que não é muito mais difícil alcançar o primeiro do que o segundo lugar. Aliás, é uma questão do que se espera de si, e sua capacidade de ver a adversidade não como um problema, mas como um desafio de grande importância. Pipas sobem contra o vento. Beethoven escreveu suas melhores peças depois de surdo. Desejo é o ponto principal, então, e o que sua mente vê quando olha pela luneta de suas metas é aonde seu esforço chegará. Porque não merecer um 'A' ao invés de um 'B'? (...) Porque não sermos o melhor possível em qualquer coisa que fazemos em vez de só ser bom? Eu desafio você a esquecer da idéia de ser bom... mas sim... O MELHOR. Assim eu lhe prometo que você será também recompensado com o melhor".


(Anotações pessoais de um discurso de Dallin H. Oaks, em 07/10/2007, na segunda seção de domingo de uma conferêcia.)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Chuva, Chuvisco, Chuvarada

A previsão do tempo apesar de toda a evolução tecnológica de vez em quando dá seus furos, e como nesses dias a chuva vem e volta, bem, vamos lá. O que é chuva? É um fenómeno meteorológico que consiste na precipitação de água sobre a superfície da Terra.

Mais que isso, ela é essencial à vida, tanto para nós, seres pensantes, e a natureza principalmente. Entretanto não estou aqui pra falar de Biologia da paarte teórica e chata da coisa.

A chuva pode ter vários significados dependendo da crença e intensidade por exemplo. Sonhar pode significar mudanças importantes como promoção no trabalho ou casamento, e quanto mais forte mais intensa será essa mudança, é também um símbolo da lavagem espiritual, em que os maus sentimentos e pensamentos são afastados, "lavados" pela água da chuva, fazendo de si uma nova pessoa pronta para vencer na vida.

Também fonte de inspiração pra muita gente, enquanto escrevia este post, digitei no Media Player a palavra "Chuva" e tenho aqui "Santa Chuva" da Maria Rita, "Chove Chuva"  Jorge Ben, "Medo de Chuva" Falamansa, "Medo da Chuva" Raul Seixas, sem falar das que falam do tema como "Suplica Cearense" interpretada pelo O Rappa.

A cena clássica de Gene Kelly, Em Singin' in the Rain (Cantando na Chuva) de 1952.


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O que é simpatia?

     Simpatia é uma palavra interessante. Uma vez, no meu terceiro colegial, uma amiga tinha me dito que estava sendo "fisgada" por um cliente de onde ela trabalhava, que voltou no dia seguinte à loja pra falar com ela porque ela era "simpática". Ela, que não é boba nem nada, pensou o seguinte: "Até parece que esse cara veio aqui só porque sou simpática". Na realidade, ele não levou nada na segunda visita, mas sei que houveram outras, apesar de não saber que fim levou essa aventura do cliente.

     Lembrando disso, por alguma razão, resolvemos falar um pouco sobre isso. Você ser simpático ou ser tratado com simpatia pode mudar o ambiente, despertar um sorriso e, mais perigosamente, confundir um coração. Isso não é papo. Que atire a primeira pedra aquele que não sentiu o dia melhor por ter sentido a simpatia de oura pessoa, ainda que se trate de um estranho. Melhor ainda se for alguém que possa ser interessante por mais do que um momento só. Mas antes, vamos perguntar ao Aurélio e definir o que é isso:

Simpatia:
1. Tendência que reúne duas ou mais pessoas; inclinação.
2. Atração que uma coisa ou idéia exerce sobre alguém.

Deve ser coisa boa, então. Uma coisa pequena e simples, que muda um dia, um momento, uma vida. Ou você sabe o que um sorriso e uma palavra gentil pode fazer? Essas coisas atraem. Pode acreditar. É uma tendência que nunca sai de moda.

Pra terminar, a definição de Casimiro de Abreu, no poema "O que é - Simpatia (A uma meninca)"

Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.

Simpatia - são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.

São duas almas bem gêmeas
Que riem do mesmo riso
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.

Simpatia - meu anjinho.
É o canto do passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d'Agosto,
É o que m'inspira teu rosto...
- Simpatia - é - quase amor!