Eu quero beijos intermináveis até que os olhos mudem de cor. E quem não quer? Talvez, não seja uma questão de querer beijar, simplesmente, mas de desejar algo intenso, a ponto de que alguma transformação ocorra. Não to falando sobre olhos que mudam de cor, ou sobre um mundo de gente fina, elegante e sincera. As transformações podem vir de dentro. A forma de sentir algo e de encarar um fato é um processo interno. O que você tem colocado dentro da sua cabeça? Dou algumas sugestões:
5) “Não me deixe só”, de Vanessa da Mata:
Que tal descobrir o que te faz bem? Quando descobrir, lute, nem que precise sair na capoeira. Use suas habilidades a seu favor para conquistar o que você quer.
4) “João e Maria”, de Chico Buarque:
Agora que você já sabe o que você quer, comece a desenhar seu futuro. Por mais fantasioso que seja, vale a pena no fim das contas. Começa num faz de conta, e de repente acontece.
3) “Cantar”, de Godofredo Guedes:
Cante, mas cante muito. Cante bem alto e sinta. Quem canta refresca a alma, cantar adoça o sofrer. Já dizia o poeta.
2) “Epitáfio”, dos Titãs
Se você vive de trabalho e só pensa nele, vai perceber que a vida passou na janela, você não viu. Se apegue as coisas simples e dê um tempo pra si mesmo. Viver é mais do que pagar contas.
1)“Wave”, de Tom Jobim
É impossível ser feliz sozinho. Eu creio nisso. Amor é fundamental. Quanto maior sua rede de contatos, maiores suas possibilidades. To falando de namoro, de casamento, de emprego, de um buraquinho nas noites de quarta feira. Sentir-se sozinho as vezes é parte do processo. Ser sozinho por opção é covardia. Tenha coragem e viva!
Dizem que o ano só começa mesmo após o carnaval. Então, feliz ano novo pra você, meu caro colega. Se o ano começa agora, então a noite de terça pra quarta foi um Réveillon e tanto. Quarta feiras de cinzas Ana Carolina declarou que tudo estava acabado e que deu o Vestido Estampado a quem pudesse servir. Arnaldo, Carlinhos e Zé sentiram a batucada se aproximar e convidaram a todos nós, de maneira bem mais bonita que a do carnaval propriamente dito, a nos unir pra fazer história. Foi mais ou menos assim o meu carnaval. Só que ao invés do samba doido e do axé nas alturas, fui dar uma relaxada com gente surpreendentemente fina elegante e sincera. Os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ou os mórmons, como quiser, tem o costume de se reunirem nos carnavais pra acampar. Peguei minhas botas e fui prum matinho gostoso. Esse acampamento foi, de todos que já participei, o mais agradável, e o único que deixou vontade de não ir embora. Não que os anteriores tivesse sido ruins, mas acho que eu mudei um bocado desde meu último acampamento. Já faziam alguns anos e tal que não participava dessas coisas. Na verdade, nem adulto eu era na penúltima vez. Tinha só 15 anos, então já fazem quase 10 anos que preferi me isolar algum tempo e partir pra outros rumos. Mas a ideia não é falar nem da igreja, nem da minha vida. É mostrar que, agora que o ano começou de novo, a gente pode tentar musicalizar mais os momentos, ouvir mais sons dos arredores e perceber que existem outras coisas no mundo além do que nos interessa. A questão é sensibilizar, e perceber nas diferentes "escolas" que morenas da concorrência podem se sentir tão bem quanto se estivesses em suas próprias escolas. Agora que a euforia passou, o convite que faço a todos e a mim mesmo, é que não passemos na avenida em escolas sem enredo e mal de evolução.
Guilherme Arantes disse que se cuidar é fundamental. Cuidar-se bem, porque perigos há por toda parte. Gente malandra querendo te passar a perna, álcool e drogas por todos os lados. É bem delicado viver. De uma forma ou de outra é uma arte, como tudo. Cuidar-se bem porque existem mil surpresas a espreita, e elas podem ser boas ou ruins, depende do jeito que você encara. Eu nunca dancei tanto como ultimamente. Dançar foi um acidente de percurso, mas foi uma surpresa boa. Perder pessoas queridas, se decepcionar com quem a gente não espera também faz parte da vida. E se você pensa que ninguém se magoa por sua causa, é você quem tem de aprender um bocado de coisa. A gente também surpreende. E isso em qualquer lugar, não só em cada rua mal iluminada ou cada rua estreita do mundo. Cuidar-se bem pra nunca perder o nosso sorriso largo, nossa simpatia estampada no rosto.
Eu, particularmente, quero que todos tenhamos saúde, assim como o Arantes cantou. Que depois de tudo que fizemos, ainda tenhamos bom humor e boa vontade com tudo. Porque o sorriso largo pode até não ter a obrigação de durar o tempo todo, mas ele é fundamental pra nossa felicidade. O sorriso largo vem do menino que você tem aí dentro. Pergunta Pro Milton. Ou melhor, escuta:
Bebida é água. Comida é pasto. Você tem sede de que? Você tem fome de que?
Essa é a grande questão, não é mesmo? O que você quer, o que você busca é importantíssimo. Eu, por exemplo, quero me formar esse ano. O Luan por certo também quer. Não se trata de saco cheio, mas de sabermos que estamos no último ano dos 4 que nos propomos a estudar algo específico. As outras metas, os outros objetivos, são tão particulares que fica difícil de expô-los pro mundo assim, como se dividíssemos o mesmo banheiro. (Eu acho o cúmulo da intimidade dividir o mesmo banheiro constantemente. A gente se revela no banheiro. Acho que seu banheiro diz mais sobre você do que seu diário pessoal ou seu quarto. Mas essa é uma teoria minha.)
Pra começar bem 2012, depois de tanto tempo ausente, quero convidá-los a quererem não só comida, mas comida, diversão e arte. O pacote completo. E isso significa também correr atrás de dinheiro, mas também da felicidade. Eu penso que dinheiro não traz felicidade, mas ajuda um bocado. Quer frustração maior do que sentir seus vermes gritando por um jantarzinho diferente, e você só poder ter essa alegria no mês que vêm? Ou então você entra de férias, as merecidas férias, mas a única programação que lhe vem à mente é aquela famosa limpeza anual de armários? Isso é bom, mas se eu pudesse dar um pulinho no litoral, nem que fosse só pra tomar chuva, eu ficaria mais realizado.
Que esse ano nós sejamos espertos o bastante pra querermos as melhores coisas, não somente coisas boas. E que tenhamos força de vontade o suficiente pra conseguir as melhores coisas. Inteiras, e não pela metade. Com vocês, Titãs:
Veja essa capa. Ela ja ensina muita coisa, mostra muita coisa. E é só dela que vamos falar. O miolo, você pode ler na revista.
Com os 85 Bilhões de reais surrupiados pelos corruptos brasileiros no último ano seria possivel*
1. Erradicar a miséria
2. Custear 17 milhões de sessões de quimioterapia
3. Custear 34 milhões de diárias de uti nos mlhores hospitais
4. Construir 241 quilômetros de metrô
5. Construir 36000 quilômetros de rodovias
6. Construir 1,5 milhão de casas
7. Reduzir 1,2 ponto percentual na taxa de juros
8. Dar a cada brasileiro um premio de 443 reais
9. Custear 2 milhões de bolsas de mestrado
10. Comprar 18 milhões de bolsas de luxo (iguais aquelas que os corruptos presenteiam sua mulher e amantes)
*escolha uma das alternativas.
Diz se não é coisa pra caramba. Fica pra pensar.
Pegue seu violão de guerra pra responder essa sujeira.
Não sei se é porque eu que ando meio deprê, mas essa música me veio a cabeça e não quis sair mais. Talvez quando dormir, mas enquanto o sono não vem, vale o recado.
Lembra que eu tinha dito do festival do minuto, do Moura Lacerda? Esse vídeo eu fiz e mandei pra lá, pra concorrer... Manda um joinha no youtube pra mim!
A gente consegue essa música em algumas versões diversas... mas essa foi legal demais. Voce pode gostar da vida que está vivendo e pode viver a vida que gosta... Hoje em dia.
Outro dia eu estava assistindo Forrest Gump (que tem uma das melhores trilhas sonoras do mundo!), e fiquei com a música “Raindrops Keep Falling On My Head” na cabeça. Confesso que foi mais por ouvido o CD da trilha sonora do filme do que por causa do filme em si, mas só fui ouvir o CD porque vi o filme. Enfim... Uma coisa leva a outra. Depois, fui procurar a letra e tal, pra ver se conseguia tocar, e me encantei com a letra:
Gotas de chuva estão caindo em minha cabeça
E igual ao sujeito
que já não cabe mais em sua cama,
Nada parece se ajustar.
Esses pingos de chuva estão caindo em minha cabeça
Eles continuam caindo
Então eu bati um papo com o Sol,
E falei que não gostava
Do modo que ele fazia as coisas:
Dormindo no trabalho
Esses pingos de chuva estão caindo em minha cabeça
Eles continuam caindo
Mas há uma coisa, eu sei,
A tristeza que elas me enviaram
Não me derrotarão;
Não vai demorar muito
Para a felicidade me encontrar
Pingos de chuva continuam caindo em minha cabeça,
Mas isso não significa
Que meus olhos logo ficarão vermelhos.
Eu não sou de chorar
Porque eu nunca vou parar a chuva
Reclamando
Porque eu sou livre,
Nada está me preocupando!
A Liberdade deve mesmo ser o maior dos dons. Essa liberdade que a gente tem de ir e vir, de pensar e falar o que nos for conveniente. Isso é fantástico. Em tempos tão difíceis (digam nossos irmãos no Rio de Janeiro), ainda encontramos tanta gente sorrindo e agradecendo por estar vivo, e aí a gente se dá conta que estar vivo já é um grande milagre. Agradecer pelo milagre de abrir os olhos pela manhã deveria ser uma obrigação de todos nós.
Primeiramente, peço desculpas a nossos fieis leitores e a meus coompanheiros do blog Lucas e Tamires, depois de minha férias ausencia.
Ano novo, alguns desejam vida nova, e esquecer erros do passado. Então venho falar sobre nossas vidas, claro que erramos faz parte de nós, porém não dá pra simplesmente virar as costas e seguir mesmo muitos vezes parecendo bem mais facil fazer.
Temos que aceitar e corrigir os tais erros, as vezes não temos apoio algum é difícil, mas o que é pra gente ninguém pode passar por nós. Por isso ano novo vamos continuar a fazer o certo mesmo que complicado seja e suportar e superar o que está reservado, pois são frutos de nossas escolhas sejam boas ou infelizes, como diz um trecho de uma música sempre há uma música do Mato Seco, banda de reggae paulista, amo o reggae mas fica pra outro post, que se chama "Tem Que Viver" :
Tem que viver e deixa viver.
Tem que reinar e deixar reinar.
Aceitar aquilo que pra você.
Saber que cada um tem seu lugar.
Teoria e pratica não são iguais.
Falar é mais do que fazer.
Mas o seu destino é você quem faz.
Saiba o que plantar para colher.
Corre, Corre, mas não pode fugir.
Corre, Corre, mas não pode se esconder.
Daquilo que você tem que aprender.
De tudo que você tem que viver."
Ontem à noite eu estava olhando algumas coisas antigas, guardadas naqueles lugares que a gente só mexe uma vez por ano pra tirar o pó e me dei conta de um caderno que fazia algum tempo eu nem o abria. Na realidade, ele de fato não tem grandes anotações, mas por um momento, fiquei olhando aquelas páginas em branco pensando como poderia preenchê-las. Há uns dois anos atrás eu tinha um diário, tipo o diário de Doug Funnie, sabe?
Eu não era assim, tão constante em escrever nele. Era quase um semanário. Mas quando escrevia, ficava inspirado (uia!). Sei que, dois anos depois, consegui preencher dois cadernos. Tem gente que diz que essas coisas servem pra ficar remoendo o passado, e quem vive de passado é museu. Prefiro recorrer ao Godofredo Guedes e pensar que estou relembrando aventuras passadas. Ou um passado feliz com alguém (Pra conhecer o que estou falando tem o vídeo da canção no fim dessa postagem). Quando não se tem grandes e constantes companhias, recorrer aos prazeres da vida as vezes resolvem. Gosto de escrever, de cantar, de falar, de tocar piano. Não se trata de uma forma de fugir do mundo, mas caso seja e eu esteja de fato mentindo pra mim mesmo, é melhor do que manter a mente vazia. São lembranças de um mundo antigo. Lembranças pra posteridade.
Carlos Drummond quem disse, certa vez, sobre uma “Clara [, que] passeava no jardim com as crianças. O céu era verde sobre o gramado, a água era dourada sobre as pontes, outros elementos eram azuis, róseos, alaranjados, o guarda civil sorria, passavam bicicletas, a menina pisou a relva para pegar um pássaro, o mundo inteiro, a Alemanha, a China, tudo era tranqüilo em redor de Clara”
“(...)
As crianças olhavam para o céu: não era proibido.
A boca, o nariz, os olhos estavam abertos. Não havia perigo.
Os perigos que Clara temia eram a gripe, o calor, os insetos.
Clara tinha medo de perder o bonde das onze horas,
esperava cartas que custavam a chegar,
nem sempre podia usar vestido novo. Mas passeava no jardim, pela manhã!!!
Havia jardins, havia manhãs naquele tempo!!!”
E vendo meu caderno, me surpreendi com a primeira coisa que escrevi, logo na primeira página. Uma frase de Paulo Leminski, que devo ter achado na época em que trabalhei numa biblioteca:
“Abrindo um antigo caderno foi que descobri: Antigamente eu era eterno”.
Clara, Drummond, Leminski, Godofredo, Toquinho (que fez uma homenagem ao nosso amigo caderno, que você confere logo abaixo), eu, você. Certamente também éramos.
O CADERNO -TOQUINHO
TRIBUTO À GODOFREDO GUEDES - CASINHA DE PALHA - CANTAR
Essa é pra quem pensa que coral é chato. É nada, e meu sonho é um dia ao menos ver essas apresentações ao vivo. Quem nunca jogou Mario Bros na vida? Foi uma boa lembrança! Pena a qualidade do vídeo não estar lá, aquelas coisas, mas é ótimo ainda assim!
Bom... Eu gosto muito de Alanis Morissette, e "hand in my pocket" é, definitivamente, uma das melhores de suas canções. Certa vez, quando morei em Quatro Barras, no Paraná, o dia tava chuvoso, e eu sem nada pra fazer. Hand in my pocket simplesmente não saía da minha cabeça. Aí, ví a máquino fotográfica e pensei: Porque não? Espero que gostem!
Hoje enquanto esperava para cortar o cabelo obsevava na TV o programa do Datena, mostrava o Rio de Janeiro, que continua lindo, mas ainda com seus problemas, enquanto o cabeleleiro e outras pessoas vibravam com as cenas e concordavam com a invasão "pra pega os bandido". Bem, não acho que estejam por lá, e me parece mais um espetáculo pra televisão é a nova Elisa Samudio, aquela advogada que agora não me rocordo o nome, a menina que foi jogada pela janela, a nova Eloa.
Mais um problema de nossa nação que eu gosto tanto. Trago aqui uma musica do Rapper GOG, nascido em Sobradinho a música "Brasil com P", a visão dele em palavras apenas com a letra P
Pesquisa publicada prova / Preferencialmente preto / Pobre prostituta pra polícia prender /
Pare pense por quê? / Prossigo / Pelas periferias praticam perversidades parceiros, Pm's /
Pelos palanques políticos prometem prometem / Pura palhaçada / Proveito próprio
Praias programas piscinas palmas / Pra periferia / Pânico pólvora pa pa pa
Primeira página / Preço pago / Pescoço peitos pulmões perfurados / Parece pouco
Pedro Paulo / Profissão pedreiro / Passatempo predileto, pandeiro / Pandeiro parceiro
Preso portando pó passou pelos piores pesadelos / Presídio porões problemas pessoais
Psicológicos perdeu parceiros passado presente / Pais parentes principais pertences
Pc / Político privilegiado preso / parecia piada / Pagou propina pro plantão policial
Passou pelo porta principal / Posso parecer psicopata / Pivô pra perseguição
Prevejo populares portando pistolas / Pronunciando palavrões / Promotores públicos pedindo prisões Pecado! / Pena prisão perpétua / Palavras pronunciadas / Pelo poeta Periferia /Pelo presente pronunciamento pedimos punição para peixes pequenos poderosos / pesos pesados / Pedimos principalmente paixão pela pátria prostituída pelos portugueses / Prevenimos! / Posição parcial poderá provocar / protesto paralisações piquetes / pressão popular / Preocupados? / Promovemos passeatas pacificas Palestra panfletamos / Passamos perseguições / Perigos por praças palcos
Protestávamos por que privatizaram portos pedágios / Proibido! / Policiais petulantes pressionavam
Pancadas pauladas pontapés / Pangarés pisoteando postulavam premios / Pura pilantragem !
Padres pastores promoveram procissões pedindo piedade paciência Pra população
Parábolas profecias prometiam pétalas paraíso / Predominou o predador/ Paramos pensamos profundamente / Por que pobre pesa plástico papel papelão pelo pingado pela passagem pelo pão?
Por que proliferam pragas pelo pais? / Por que presidente por que? / Predominou o predador Por que?
Sabe aquelas coisas que a gente só faz quando ninguém vê a gente fazendo, pra não queimar o filme com seus amigos? Pois é... Sou um jovem universitário de 23 anos que vez ou outra assisto o programa do Ronnie Von. Bom programa. Especialmente quando os quadros musicais trazem bandas como a Rossa Nova, ou a bela Bruna Caram. O Ronnie é meio chato, mas isso é uma questão de ponto de vista. O programa é bom! As vezes é bom ver o que nos pode parecer estranho. A gente se surpreende! Sabe que eu nunca tinha percebido que o Daniel Boaventura só canta com metade da boca aberta as notas longas de Fly me to the moon? Então... Pra ir em contrapartida a geração Restart, que não é necessariamente ruim, não pra mim, apenas me é estranha, queria mostrar a letra da canção "Canta Comigo", composição de Otávio Toledo e Juca Morais, interpretada pela Bruna Caram. Defendo a música até a morte. Sou testemunha viva dos efeitos terapeuticos dos acordes e timbre variados entrando em nossos ouvidos, e defendo ainda mais quando a gente canta feliz, mesmo desafinado, no chuveiro, na faculdade, num show de talentos da comunidade ou seja lá onde for. Ela vale a pena, e essa é uma canção que mostra, novamente, porque cantar é tão bom. Quando cantar? Só leia. Vai ser bom pra você também:
Canta
Canta comigo assim
Sempre que alguma canção, tocar na ferida
Sempre que seu coração
Descobrir a vida num simples refrão
Num verso solto no ar
Na melodia que vai
Canta
Mais uma vez pra mim
Sempre que sua emoção, ganhar a partida
Dias que vêm e que vão
Sempre no mormaço da vida
Que a poesia desfaz
Num gosto de quero mais
Canta
Comigo até o fim
Sempre que sua razão, se der por vencida
Cordas do meu violão
Notas de uma nova cantiga
Mais uma para se cantar
Pro vento solto levar
Feliz
Canta
Canta comigo assim
Sempre que um simples refrão, tocar na ferida
Sempre que alguma canção
Descobrir a vida no seu coração
Num verso solto no ar
Na melodia que vai
Feliz
Sabe aquelas comunidades do orkut, do tipo, "as musicas são como as pessoas"? Relamente são. Por isso defendo tanto essas canções que nos encorajam a viver e não ter verghonha de ser feliz, e a cantar e cantar e cantar... Pra saber um pouco mais sobre a Bruna, aí vai um link do youtube com a canção Palavras do coração:
"Olhando fixamente o massacre, rezando para que o Sol nunca mais nasça", "Estes sentimentos não podem estar certos.Me empreste a sua coragem para levantar e lutar, hoje a noite".
Lutar por quem? Lutar para que?
O trecho que inicio o post é da Música "M.I.A" da banda Avenged Sevenfold, a sigla significa Missed in Action, usada em guerras para definir aqueles que morreram em combate, tornaram-se presos de guerra ou desertaram e não serão identificados ou seja foram perdidos em combate. Lembrei deste trecho depois de ver a imagem abaixo:
O número de civis mortos nos sete anos de guerra no Iraque está entre 97 mil a mais de 106 mil, de acordo com a ONG Iraq Body Count. Entre os militares, foram quase 5 mil mortes, além de um sem-número de feridos.
Em Julho deste ano o Congresso dos EUA revelou que o país já gastou mais de US$ 1 trilhão na chamada guerra ao terror, que inclui Iraque e Afeganistão. O valor faz dos conflitos os mais caros desde a Segunda Guerra Mundial. O Relatório aqui. E o investimento na industria bélica é gigante dados aqui.
Números impressionantes, que muitas vezes são levados mais em conta do que a vida dos soldados, não estou aqui pra dizer quem está certo ou errado, porém o estrago causado à população local, aos familiares é muitas vezes irreversível, e enquanto pessoas inocentes morrem sendo eles civis ou soldados os verdadeiros culpados por estas tragédias não são aqueles que estarão no campo de batalha, atrás das barricadas, mas atrás das mesas sem a farda, mas de terno, não contando corpos e sim dinheiro. Fica o registro.
Musica sempre faz bem, e isso não é de hoje. Músicas que falam dos benefícios da música sempre dão certo, desde "Cantar", de Godofredo Guedes, até "Music", da Madonna. Ela aproxima as pessoas. Filmes musicais são interesantes e "A Noviça Rebelde", em especial, chama muito a atenção. Falando das coisas boas da vida, a canção "Coisas que eu amo", aqui, com as atrizes da montagem brasileira, que, valeu muito a pena, dá um conforto e inspira as melhores coisas que temos dentro de nós a sairem. Pesem nas coisas que amam, e então, sintam-se bem.
"A alergia branca da manhã - que o meio dia irá secar - cobre as curvas verdes do café, desenhadas pra se apreciar do alto de aviões comuns, por alguns olhos normais e por algumas naves espaciais."
Certa vez ouvi de uma senhora que depois que uma pessoa entra na idade dos “enta”, ou seja, após os quarenta, cinquenta anos e por aí vai, ela consegue perceber melhor as coisas simples da vida e os milagres diários, como por exemplo, o milagre de acordar e poder ouvir, ainda que de longe, o cantar de um pássaro, olhar a cor do céu, sentir no rosto a chuva cair e o vento soprando. E aquilo me chamou muito a atenção naquele momento. Quando vim de São Paulo pra Ribeirão Preto, já senti uma grande diferença, a ainda tinha dez anos, mas os sons da capital paulista me pareciam bem diferentes dos sons de Ribeirão. E agradeço por não ter precisado chegar aos “enta” para perceber isso.Não deixei de ser engolido pelas máquinas, mas sou de certa forma grato por ter ainda jovem percebido as coisas simples e gratuitas que tanto causaram prazer a meus pais e avós em suas infâncias.
"A alergia branca dissolveu. Já são oito horas da manhã. Sobre as nuvens altas não se vê rios, morros, casas, nem cafezais."
Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, quando compuseram a canção "Capitão da Indústria", certamente estavam pensando no quanto nos esquecemos das coisas simples. Ouso pensar que até que já está na idade dos "enta" se esqueceu. É assim com voce?
Eu às vezes fico a pensar
Em outra vida ou lugar
Estou cansado demais
Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
É quando eu me encontro perdido
Nas coisas que eu criei
E eu não sei
Eu não vejo além da fumaça
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas
Ah, Eu acordo prá trabalhar
Eu durmo prá trabalhar
Eu corro prá trabalhar
Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
Eu não vejo além da fumaça
Que passa e polui o lar
Eu nada sei
Eu nao vejo além disso tudo
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas
Eu acordo prá trabalhar
Eu durmo prá trabalhar
Eu corro prá trabalhar
"Só há pessoas comuns com suas pressas habituais. Só há pessoas normais com seus objetos pessoais."
(baseado na canção "Minas-São Paulo", do Kid Abelha)