Olha... outro dia ligou uma menina aqui em casa. Esse povo que fala macio demais a gente tem certeza que ou é secretária de consultório ou é operadora de telemarketing. É um saco. Ela queria porque queria me empurrar ama assinatura de um jornal. E não adiantava muito falar não. Depois reclamam que a gente é mal educado. Bom... Eu conheço os dois lados da coisa, e confesso que trabalhar num telemarketing foi um tanto quanto angustiante. É muito tempo no telefone, você é pressionado porque tem que cumprir metas, tem um supervisor dizendo que isso é a coisa mais simples do mundo, e que no tempo dele ele vendia horrores, e tal. Além da puxa-saco que acha que é melhor do que você só porque passa creme no cabelo. Não sei. Mas vamos combinar. Podiam mudar o sistema, não é mesmo? Se a ideia é oferecer algo que nem sabíamos que estávamos precisando, ao menos podiam respeitar nosso direito de dizer não sem ser incomodado.
Agora, só pra rir um pouco, a situação da Vanilce.
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Aula sobre refrigerantes
Bom... eu na verdade vi esse post no facebook, mas achei interessante. Ta aí.
Na verdade, a fórmula 'secreta' da Coca-Cola se desvenda em 18 segundos em qualquer espectrômetro-ótico, e basicamente até os cachorros a conhecem. Só que não dá para fabricar igual, a não ser que você tenha uns 10 bilhões de dólares para brigar com a Coca-Cola na justiça, porque eles vão cair matando.
A fórmula da Pepsi tem uma diferença básica da Coca-Cola e é proposital exatamente para evitar processo judicial. Não é diferente porque não conseguiram fazer igual não, é de propósito, mas próximo o suficiente para atrair o consumidor da Coca-Cola que quer um gostinho diferente com menos sal e açúcar.
Entre outras coisas, fui eu quem teve que aprender tudo sobre refrigerante gaseificado para produzir o guaraná Golly aqui (nos EUA), que usa o concentrado Brahma. Está no mercado até hoje, mas falhou terrivelmente em estratégia promocional e vende só para o mercado local, tudo isso devido à cabeça dura de alguns diretores.
Tive que aprender química, entender tudo sobre componentes de refrigerantes, conservantes, sais, ácidos, cafeína, enlatamento, produção de label de lata, permissões, aprovações e muito etc. e tal. Montei um mini-laboratório de análise de produto, equipamento até para analisar quantidade de sólidos, etc. Até desenvolvi programas para PC para cálculo da fórmula com base nos volumes e tipo de envasamento (plástico ou alumínio), pois isso muda os valores e o sabor. Tivemos até equipe de competição em stock-car.
Tire a imensa quantidade de sal que a Coca-Cola usa (50mg de sódio na lata) e voc ê verá que a Coca-Cola fica igualzinha a qualquer outro refrigerante sem-vergonha e porcaria, adocicado e enjoado. É exatamente o Cloreto de Sódio em exagero (que eles dizem ser 'very low sodium') que refresca e ao mesmo tempo dá sede em dobro, pedindo outro refrigerante, e não enjoa porque o tal sal mata literalmente a sensibilidade ao doce, que também tem de montão: 39 gramas de 'açúcar' (sacarose).
É ridículo, dos 350 gramas de produto líquido, mais de 10% é açúcar. Imagine numa lata de Coca-Cola, mais de 1 centímetro e meio da lata é açúcar puro... Isso dá aproximadamente umas 3 colheres de sopa CHEIAS DE AÇÚCAR POR LATA!...
- Fórmula da Coca-Cola?...
Simples: Concentrado de Açúcar queimado - Caramelo - para dar cor escura e gosto; ácido ortofosfórico (azedinho); sacarose - açúcar (HFCS - High Fructose Corn Syrup - açúcar líquido da frutose do milho); extrato da folha da planta COCA (África e Índia) e poucos outros aromatizantes naturais de outras plantas, cafeína, e conservante que pode ser Benzoato de Sódio ou Benzoato de Potássio, Dióxido de carbono de montão para fritar a língua quando você a toma e junto com o sal dar a sensação de refrigeração.
O uso de ácido ortofosfórico e não o ácido cítrico como todos os outros usam, é para dar a sensação de dentes e boca limpa ao beber, o fosfórico literalmente frita tudo e em quantidade pode até causar decapamento do esmalte dos dentes, coisa que o cítrico ataca com muito menor violência, pois o artofosfórico 'chupa' todo o cálcio do organismo, podendo causar até osteoporose, sem contar o comprometimento na formação dos ossos e dentes das crianças em idade de formação óssea, dos 2 aos 14 anos. Tente comprar ácido fosfórico para ver as mil recomendações de segurança e manuseio (queima o cristalino do olho, queima a pele, etc.).
Só como informação geral, é proibid o usar ácido fosfórico em qualquer outro refrigerante, só a Coca-Cola tem permissão... (claro, se tirar, a Coca-Cola ficará com gosto de sabão).
O extrato da coca e outras folhas quase não mudam nada no sabor, é mais efeito cosmético e mercadológico, assim como o guaraná, você não sente o gosto dele, nem cheiro, (o verdadeiro guaraná tem gosto amargo) ele está lá até porque legalmente tem que estar (questão de registro comercial), mas se tirar você nem nota diferença no gosto.
O gosto é dado basicamente pelas quantidades diferentes de açúcar, açúcar queimado, sais, ácidos e conservantes. Tem uma empresa química aqui em Bartow, sul de Orlando. Já visitei os caras inúmeras vezes e eles basicamente produzem aromatizantes e essências para sucos. Sais concentrados e essências o dia inteiro, caminhão atrás de caminhão! Eles produzem isso para fábricas de sorvete, refrigerantes, sucos, enlatados, até comida colorida e arom atizada.
Visitando a fábrica, pedi para ver o depósito de concentrados das frutas, que deveria ser imenso, cheio de reservatórios imensos de laranja, abacaxi, morango, e tantos outros (comentei). O sujeito olhou para mim, deu uma risadinha e me levou para visitar os depósitos imensos de corantes e mais de 50 tipos de componentes químicos. O refrigerante de laranja, o que menos tem é laranja; morango, até os gominhos que ficam em suspensão são feitos de goma (uma liga química que envolve um semipolímero). Abacaxi é um festival de ácidos e mais goma. Essência para sorvete de Abacate? Usam até peróxido de hidrogênio (água oxigenada) para dar aquela sensação de arrasto espumoso no céu da boca ao comer, típico do abacate.
O segundo refrigerante mais vendido aqui nos Estados Unidos é o Dr. Pepper, o mais antigo de todos, mais antigo que a própria Coca-Cola. Esse refrigerante era vendido obviamente sem refrigeração e sem gaseificaç ão em mil oitocentos e pedrada, em garrafinhas com rolha como medicamento, nas carroças ambulantes que você vê em filmes do velho oeste americano. Além de tirar dor de barriga e unha encravada, também tirava mancha de ferrugem de cortina, além de ajudar a renovar a graxa dos eixos das carroças. Para quem não sabe, Dr. Pepper tem um sabor horrível, e é muito fácil de experimentar em casa: pegue GELOL spray, aquele que você usa quando leva um chute na canela, e dê um bom spray na boca! Esse é o gosto do tal famoso Dr.Pepper que vende muito por aqui.
- Refrigerante DIET
Quer saber a quantidade de lixo que tem em refrigerante diet? Não uso nem para desentupir a pia, porque tenho pena da tubulação de pvc... Olha, só para abrir os olhos dos cegos: os produtos adocicantes diet têm vida muito curta. O aspartame, por exemplo, após 3 semanas de molhado passa a ter gosto de pano velho sujo.
Para evitar isso, soma-se uma infinidade de outros químicos, um para esticar a vida do aspartame, outro para dar buffer (arredondar) o gosto do segundo químico, outro para neutralizar a cor dos dois químicos juntos que deixam o líquido turvo, outro para manter o terceiro químico em suspensão, senão o fundo do refrigerante fica escuro, outro para evitar cristalização do aspartame, outro para realçar, dar 'edge' no ácido cítrico ou fosfórico que acaba sofrendo pela influência dos 4 produtos químicos iniciais, e assim vai... A lista é enorme.
Depois de toda essa minha experiência com produção e estudo de refrigerantes, posso afirmar: Sabe qual é o melhor refrigerante? Água filtrada, de preferência duplamente filtrada, laranja ou limão espremido e gelo... Mais nada !!! Nem açúcar, nem sal.
Prof. Dr. Carlos Alexandre FettFaculdade de Educação Física da UFMT Mestrado da Nutrição da UFMT Laboratório de Aptidão Física e Metabolismo - 3615 8836 Consultoria em Performance Humana e Estética
**O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ ACABA DE BEBER UMA LATA DE REFRIGERANTE**
Primeiros 10 minutos:10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado diariamente. Você não vomita imediatamente pelo doce extremo, porque o ácido fosfórico corta o gosto.
20 minutos:O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina. O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura (É muito para este momento em particular).
40 mpurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo. As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina, ou seja, está urinando seus ossos, uma das causas das OSTEOPOROSE.
60 minutos:
As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação.a tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo.
*Pense nisso antes de beber refrigerantes.
Se não puder evitá-los, modere sua ingestão!
Prefira sucos naturais.
Seu corpo agradece!*
A fórmula da Pepsi tem uma diferença básica da Coca-Cola e é proposital exatamente para evitar processo judicial. Não é diferente porque não conseguiram fazer igual não, é de propósito, mas próximo o suficiente para atrair o consumidor da Coca-Cola que quer um gostinho diferente com menos sal e açúcar.
Entre outras coisas, fui eu quem teve que aprender tudo sobre refrigerante gaseificado para produzir o guaraná Golly aqui (nos EUA), que usa o concentrado Brahma. Está no mercado até hoje, mas falhou terrivelmente em estratégia promocional e vende só para o mercado local, tudo isso devido à cabeça dura de alguns diretores.
Tive que aprender química, entender tudo sobre componentes de refrigerantes, conservantes, sais, ácidos, cafeína, enlatamento, produção de label de lata, permissões, aprovações e muito etc. e tal. Montei um mini-laboratório de análise de produto, equipamento até para analisar quantidade de sólidos, etc. Até desenvolvi programas para PC para cálculo da fórmula com base nos volumes e tipo de envasamento (plástico ou alumínio), pois isso muda os valores e o sabor. Tivemos até equipe de competição em stock-car.
Tire a imensa quantidade de sal que a Coca-Cola usa (50mg de sódio na lata) e voc ê verá que a Coca-Cola fica igualzinha a qualquer outro refrigerante sem-vergonha e porcaria, adocicado e enjoado. É exatamente o Cloreto de Sódio em exagero (que eles dizem ser 'very low sodium') que refresca e ao mesmo tempo dá sede em dobro, pedindo outro refrigerante, e não enjoa porque o tal sal mata literalmente a sensibilidade ao doce, que também tem de montão: 39 gramas de 'açúcar' (sacarose).
É ridículo, dos 350 gramas de produto líquido, mais de 10% é açúcar. Imagine numa lata de Coca-Cola, mais de 1 centímetro e meio da lata é açúcar puro... Isso dá aproximadamente umas 3 colheres de sopa CHEIAS DE AÇÚCAR POR LATA!...
- Fórmula da Coca-Cola?...
Simples: Concentrado de Açúcar queimado - Caramelo - para dar cor escura e gosto; ácido ortofosfórico (azedinho); sacarose - açúcar (HFCS - High Fructose Corn Syrup - açúcar líquido da frutose do milho); extrato da folha da planta COCA (África e Índia) e poucos outros aromatizantes naturais de outras plantas, cafeína, e conservante que pode ser Benzoato de Sódio ou Benzoato de Potássio, Dióxido de carbono de montão para fritar a língua quando você a toma e junto com o sal dar a sensação de refrigeração.
O uso de ácido ortofosfórico e não o ácido cítrico como todos os outros usam, é para dar a sensação de dentes e boca limpa ao beber, o fosfórico literalmente frita tudo e em quantidade pode até causar decapamento do esmalte dos dentes, coisa que o cítrico ataca com muito menor violência, pois o artofosfórico 'chupa' todo o cálcio do organismo, podendo causar até osteoporose, sem contar o comprometimento na formação dos ossos e dentes das crianças em idade de formação óssea, dos 2 aos 14 anos. Tente comprar ácido fosfórico para ver as mil recomendações de segurança e manuseio (queima o cristalino do olho, queima a pele, etc.).
Só como informação geral, é proibid o usar ácido fosfórico em qualquer outro refrigerante, só a Coca-Cola tem permissão... (claro, se tirar, a Coca-Cola ficará com gosto de sabão).
O extrato da coca e outras folhas quase não mudam nada no sabor, é mais efeito cosmético e mercadológico, assim como o guaraná, você não sente o gosto dele, nem cheiro, (o verdadeiro guaraná tem gosto amargo) ele está lá até porque legalmente tem que estar (questão de registro comercial), mas se tirar você nem nota diferença no gosto.
O gosto é dado basicamente pelas quantidades diferentes de açúcar, açúcar queimado, sais, ácidos e conservantes. Tem uma empresa química aqui em Bartow, sul de Orlando. Já visitei os caras inúmeras vezes e eles basicamente produzem aromatizantes e essências para sucos. Sais concentrados e essências o dia inteiro, caminhão atrás de caminhão! Eles produzem isso para fábricas de sorvete, refrigerantes, sucos, enlatados, até comida colorida e arom atizada.
Visitando a fábrica, pedi para ver o depósito de concentrados das frutas, que deveria ser imenso, cheio de reservatórios imensos de laranja, abacaxi, morango, e tantos outros (comentei). O sujeito olhou para mim, deu uma risadinha e me levou para visitar os depósitos imensos de corantes e mais de 50 tipos de componentes químicos. O refrigerante de laranja, o que menos tem é laranja; morango, até os gominhos que ficam em suspensão são feitos de goma (uma liga química que envolve um semipolímero). Abacaxi é um festival de ácidos e mais goma. Essência para sorvete de Abacate? Usam até peróxido de hidrogênio (água oxigenada) para dar aquela sensação de arrasto espumoso no céu da boca ao comer, típico do abacate.
O segundo refrigerante mais vendido aqui nos Estados Unidos é o Dr. Pepper, o mais antigo de todos, mais antigo que a própria Coca-Cola. Esse refrigerante era vendido obviamente sem refrigeração e sem gaseificaç ão em mil oitocentos e pedrada, em garrafinhas com rolha como medicamento, nas carroças ambulantes que você vê em filmes do velho oeste americano. Além de tirar dor de barriga e unha encravada, também tirava mancha de ferrugem de cortina, além de ajudar a renovar a graxa dos eixos das carroças. Para quem não sabe, Dr. Pepper tem um sabor horrível, e é muito fácil de experimentar em casa: pegue GELOL spray, aquele que você usa quando leva um chute na canela, e dê um bom spray na boca! Esse é o gosto do tal famoso Dr.Pepper que vende muito por aqui.
- Refrigerante DIET
Quer saber a quantidade de lixo que tem em refrigerante diet? Não uso nem para desentupir a pia, porque tenho pena da tubulação de pvc... Olha, só para abrir os olhos dos cegos: os produtos adocicantes diet têm vida muito curta. O aspartame, por exemplo, após 3 semanas de molhado passa a ter gosto de pano velho sujo.
Para evitar isso, soma-se uma infinidade de outros químicos, um para esticar a vida do aspartame, outro para dar buffer (arredondar) o gosto do segundo químico, outro para neutralizar a cor dos dois químicos juntos que deixam o líquido turvo, outro para manter o terceiro químico em suspensão, senão o fundo do refrigerante fica escuro, outro para evitar cristalização do aspartame, outro para realçar, dar 'edge' no ácido cítrico ou fosfórico que acaba sofrendo pela influência dos 4 produtos químicos iniciais, e assim vai... A lista é enorme.
Depois de toda essa minha experiência com produção e estudo de refrigerantes, posso afirmar: Sabe qual é o melhor refrigerante? Água filtrada, de preferência duplamente filtrada, laranja ou limão espremido e gelo... Mais nada !!! Nem açúcar, nem sal.
Prof. Dr. Carlos Alexandre FettFaculdade de Educação Física da UFMT Mestrado da Nutrição da UFMT Laboratório de Aptidão Física e Metabolismo - 3615 8836 Consultoria em Performance Humana e Estética
**O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ ACABA DE BEBER UMA LATA DE REFRIGERANTE**
Primeiros 10 minutos:10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado diariamente. Você não vomita imediatamente pelo doce extremo, porque o ácido fosfórico corta o gosto.
20 minutos:O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina. O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura (É muito para este momento em particular).
40 mpurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo. As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina, ou seja, está urinando seus ossos, uma das causas das OSTEOPOROSE.
60 minutos:
As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação.a tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo.
*Pense nisso antes de beber refrigerantes.
Se não puder evitá-los, modere sua ingestão!
Prefira sucos naturais.
Seu corpo agradece!*
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
A Teoria do Banheiro
imagem: www.urra.com.br
Se eu colocar um foto do meu banheiro aqui seria como mostrar a vocês metade da minha personalidade. Tudo o que você tem no seu banheiro diz sobre você, seus gostos, sua cor, sua pele, seu cabelo. O tipo do xampu nos permite ter uma idéia de como são seus fios, mesmo sem o vestígio do ralo. Quando encontramos vestígios no ralo, provavelmente é porque uma mulher freqüenta aquele lugar. Eu não vou ver o comprimento do fio porque sou meio nojento em pegar aquela peruca molhada do ralo, mas não consigo imaginar um homem deixando esse tipo de vestígio. Aliás, vestígios de homem relacionados à pelo em banheiro ou são tocos de fio de barba na pia, ou uns cabelinhos no vaso. Isso mulher não faz, tenho certeza. Fato é que deixar tais vestígios é uma falta de higiene tamanha. Se o seu banheiro tem isso, você deve ser um pouco egoísta. Não está muito interessado em saber se o conforto alheio será afetado pela sua lembrança. Aliás, qualquer outro tipo de lembrança que seu próprio corpo produz é uma grande sacanagem. Só são permitidas em casos de entupimento, e olhe lá.
Eu nunca vi uma cueca lavada pendurada na torneira do chuveiro ou na saboneteira, mas calcinhas, olha, são quase acessórios permanentes, como o espelho da pia. É incrível como a gente vê de monte. Mas diz a lenda que isso é normal, e que cabeça de homem algum é capaz de compreender a poesia das calcinhas lavadas a mão no banho. Eu particularmente não condeno esse hábito, mas condeno a lembrança com todas as minhas forças.
Outro marco interessante do banheiro é o cheiro. Quando cheira gleid, deve haver uma mulher que freqüenta aquele banheiro, ou um homem muito preocupado com o que os outros vão pensar dele. Quando tem aquele perfume típico de banheiro de terminal de ônibus, pode crer que muitos homens freqüentam aquele lugar. E não homens comuns, mas homens machos, sabe? Que medem sua masculinidade pela quantidade de mulheres que ficaram na vida e só. Não têm outra linha de raciocínio. São como os garotos que a Paula Toller canta, que “fazem tudo igual e quase nunca chegam ao fim”. Esse banheiro, pode olhar ao redor, tem no máximo um sabonete com pelos dentro do Box e um xampu que não revela nada, do tipo, qualquer tipo de cabelo, e de uma marca que você provavelmente não está acostumada a ver porque o importante é limpar, então não importa qual é o produto. Nessa hora eu agradeço por morar com mulheres. Se o banheiro de uma mulher, ou grupo de mulheres for assim, com certeza não servem pra esposas. Não se trata de machismo. Trata-se de precaução. Já imaginou a casa de duas pessoas que não se importam com o cheiro do lugar onde lêem, pensam, cantam enquanto se banham? Nos banheiros da vida, todos seriam iguais, não fosse o fato de se comportarem de diferentes maneiras, afinal, é o que fazemos quando ninguém nos vê fazendo. Inclusive tirar um verdinho do nariz com o dedo sem se sentir culpado.
Eu imagino o banheiro ideal um cômodo bem grande iluminado por luz natural durante do dia, com armários, vaso e pia distantes, e um Box amplo, pra dar aquela dançadinha de chinelos de borracha que você só tem coragem de mostrar pra você mesmo, enquanto pensa que é o cara mais bonito da terra. Ao menos você é feliz. Porque esse negócio de sonhar com banheiro pequeno, é coisa de gente que quer fugir dele, e assim, dos melhores momentos de prazer solitário que se pode ter, como um bom banho morno, ou um momento pra admirar seus traços após se barbear. Se ele fosse só um lugar de fazer as necessidades, não teria porque a gente querer enfeitar. Muito menos se sentir bem lá dentro. A forma como você trata o seu banheiro e o que você coloca e usa dentro dele é uma arte. Assim como admirar um quadro e captar sua essência. A arte que você produz é uma forma de manifestação sentimental. E banheiros são grandes telas em branco. O que você manifesta?
domingo, 5 de dezembro de 2010
Cuidado com os cartões mágicos.
“(...) As lojas existem pra você aproveitar. A experiência é prazerosa... Bom, mais do que prazerosa... É... É linda! O toque da seda, em volta de um manequim, o cheiro de sapato italiano de couro, a emoção quando você passa o seu cartão, e ele é aprovado e tudo agora é seu! O prazer que você sente quando compra alguma coisa, é só você e as compras, e você só precisa entregar um cartãozinho! Não é a melhor sensação do mundo? Não dá vontade de gritar do alto de uma montanha? Você se sente tão confiante e... tão viva e... tão feliz!”
Essas são algumas palavras de Rebecca Bloomwood, personagem de Isla Fisher no filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom” (EUA, 2009). Rebecca, que é “compradora compulsiva” e sonhava em trabalhar para sua revista de moda predileta, mas acabou arrumando emprego na revista sobre finanças da mesma editora. Sem entender nada sobre poupar dinheiro, mas entendendo muito bem sobre o sufoco das dívidas por compras que ela julgava serem úteis, acabou conseguindo se firmar como a colunista de maior sucesso da revista. Mas o que é realmente interessante no filme é a demonstração do comportamento que uma pessoa pode ter ao se “apaixonar” por algo em uma vitrine. Comportamento nada distante da nossa realidade. Quantos de nós já não gastamos com algo que sabíamos que não precisávamos, mas porque simplesmente queríamos? Nada anormal, desde que nosso dinheiro não fuja de nosso controle.
Assim como Rebecca, crescemos num mundo onde tudo parece mais fácil quando se tem um cartão de crédito na mão. Nossos pais passavam cartões nas lojas e saíam com “sacolas reluzentes” nas mãos. Nem era preciso dinheiro! Hoje, entendemos bem como funcionam esses cartões e ainda assim nos enchemos de dividas em troca do prazer de ter o que tanto queremos mas não precisamos. É como se não nos importássemos em gastar com sabedoria porque não estamos vendo o dinheiro ir embora, e na realidade, só percebemos o quanto gastamos quando a fatura do cartão chega em nossa casa.
Esse espírito consumista se deve a uma série de fatores. Pra uns, é uma questão de aceitação por parte da sociedade e por parte própria. É como se não estar em dia com tudo o que é lançado nos tornasse inferiores. Pra outros, é uma sensação de poder, já que trabalhando tanto, temos que nos dar o prazer de dar-nos o que quisermos. Independente do motivo de cada um, precisamos perguntar a nós mesmos se realmente precisamos daquilo que queremos comprar.
O papel das lojas, vendedores e publicitários é, entre outros, despertar no coração das pessoas a vontade de consumir algo para que se sintam melhores, independente de estarem bem ou não. As lojas não vendem roupas ou sapatos. Elas vendem felicidade. Confiança, de um modo certeiro. Rebecca diz que até mesmo um “homem nunca [irá amá-la ou tratá-la] tão bem como uma loja”. “Se um homem não combina com você não dá pra trocar ele sete dias depois por um suéter de cashmere maravilhoso. As lojas sempre têm cheirinho bom, e fazem despertar em você o desejo por coisas que nem sabia que precisava”. Dá pra imaginar como termina a história.
É bom deixar claro que os maiores inimigos de nossas finanças somos nós mesmos, e que temos o poder de controlar nossos gastos. É só pararmos de “delirar” em frente às vitrines. Coisas simples como não fazer compras com fome, ou fazer uma lista de tudo que precisamos comprar antes de sairmos de casa fazem um grande bem a nosso bolso. A alegria de se ter dinheiro na hora da necessidade é maior que a alegria de satisfazer nossas vontades de curto prazo. Pensar no futuro é também controlar nossos impulsos. Nisso, Rebecca se torna um grande exemplo.
Essas são algumas palavras de Rebecca Bloomwood, personagem de Isla Fisher no filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom” (EUA, 2009). Rebecca, que é “compradora compulsiva” e sonhava em trabalhar para sua revista de moda predileta, mas acabou arrumando emprego na revista sobre finanças da mesma editora. Sem entender nada sobre poupar dinheiro, mas entendendo muito bem sobre o sufoco das dívidas por compras que ela julgava serem úteis, acabou conseguindo se firmar como a colunista de maior sucesso da revista. Mas o que é realmente interessante no filme é a demonstração do comportamento que uma pessoa pode ter ao se “apaixonar” por algo em uma vitrine. Comportamento nada distante da nossa realidade. Quantos de nós já não gastamos com algo que sabíamos que não precisávamos, mas porque simplesmente queríamos? Nada anormal, desde que nosso dinheiro não fuja de nosso controle.
Assim como Rebecca, crescemos num mundo onde tudo parece mais fácil quando se tem um cartão de crédito na mão. Nossos pais passavam cartões nas lojas e saíam com “sacolas reluzentes” nas mãos. Nem era preciso dinheiro! Hoje, entendemos bem como funcionam esses cartões e ainda assim nos enchemos de dividas em troca do prazer de ter o que tanto queremos mas não precisamos. É como se não nos importássemos em gastar com sabedoria porque não estamos vendo o dinheiro ir embora, e na realidade, só percebemos o quanto gastamos quando a fatura do cartão chega em nossa casa.
Esse espírito consumista se deve a uma série de fatores. Pra uns, é uma questão de aceitação por parte da sociedade e por parte própria. É como se não estar em dia com tudo o que é lançado nos tornasse inferiores. Pra outros, é uma sensação de poder, já que trabalhando tanto, temos que nos dar o prazer de dar-nos o que quisermos. Independente do motivo de cada um, precisamos perguntar a nós mesmos se realmente precisamos daquilo que queremos comprar.
O papel das lojas, vendedores e publicitários é, entre outros, despertar no coração das pessoas a vontade de consumir algo para que se sintam melhores, independente de estarem bem ou não. As lojas não vendem roupas ou sapatos. Elas vendem felicidade. Confiança, de um modo certeiro. Rebecca diz que até mesmo um “homem nunca [irá amá-la ou tratá-la] tão bem como uma loja”. “Se um homem não combina com você não dá pra trocar ele sete dias depois por um suéter de cashmere maravilhoso. As lojas sempre têm cheirinho bom, e fazem despertar em você o desejo por coisas que nem sabia que precisava”. Dá pra imaginar como termina a história.
É bom deixar claro que os maiores inimigos de nossas finanças somos nós mesmos, e que temos o poder de controlar nossos gastos. É só pararmos de “delirar” em frente às vitrines. Coisas simples como não fazer compras com fome, ou fazer uma lista de tudo que precisamos comprar antes de sairmos de casa fazem um grande bem a nosso bolso. A alegria de se ter dinheiro na hora da necessidade é maior que a alegria de satisfazer nossas vontades de curto prazo. Pensar no futuro é também controlar nossos impulsos. Nisso, Rebecca se torna um grande exemplo.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Ser ou ter? Eis a questão...
Guy Debord (Paris, 28 de dezembro de 1931 — 30 de novembro de 1994) foi um escritor fracês muito conhecedo pelo seu trabalho publicado em 1967 "A Sociedade do Espetáculo" e ele a definne como: ”multiplicação de ícones e imagens, principalmente através dos meios de comunicação de massa, mas também dos rituais políticos, religiosos e hábitos de consumo, de tudo aquilo que falta à vida real do homem comum: celebridades, atores, políticos, personalidades, gurus, mensagens publicitárias – tudo transmite uma sensação de permanente aventura, felicidade, grandiosidade e ousadia.”
A preferência da sociedade pela coisa, pelo bem material como meio de satisfazer suas decepções e enfrentar seus medos e/ou inserir em certo grupo estereotipado como ideal, bonito ou correto, formam a dupla perfeita, para ficar claro o problema causado segue abaixo um trecho do prefácio de “A essência do Cristianismo” de Feuerbach:
“Nosso tempo, sem dúvida... prefere a imagem à
coisa, a cópia ao original, a representação à
realidade, a aparência ao ser... O que é sagrado
para ele, não passa de ilusão, pois a verdade
está no profano. Ou seja, à medida que
decresce a verdade a ilusão aumenta, e o
sagrado cresce a seus olhos de forma que o
cúmulo da ilusão é também o cúmulo do
sagrado.”
Então, o consumo desnecessário torna-se sagrado, na busca da beleza, felicidade pra ficar apenas com esses exemplos de buscas fúteis às “ilusões” da sociedade de hoje.
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